• UP Soluções

Tudo o que você precisa saber sobre Big Data, Inteligência Turística e o Turismo

Atualizado: 7 de Set de 2021

Trazemos neste post um assunto de extrema relevância e necessário nos dias atuais.

Você está pronto para esta transformação? Vem conosco descobrir e se preparar ainda mais para obter uma gestão por dados!



Gestão por dados

O crescimento do setor de turismo, iniciado na década de 50 e com um aumento considerável nos últimos 10 anos, colocou o turismo entre os fenómenos económicos e sociais mais marcantes do último século. Sua capacidade de gerar empregos, criar riquezas e aliar o desenvolvimento à sustentabilidade tem feito com que o turismo seja considerado como um setor estratégico em várias regiões e países (UNWTO, 2015).


Atrelado a isto, nos últimos anos tem-se vivenciado uma revolução tecnológica, extremamente acelerada pela pandemia gerada pela COVID-19, sobretudo nas comunicações, sendo a internet um elemento central nesta revolução. E como não poderia ser diferente, o turismo tem sido fortemente impactado por estra revolução e de imediato as facilidades tecnológicas só o tem feito crescer ainda mais.


O turismo é um setor de natureza multidisciplinar, com características e especificidades únicas, o que o torna num setor fortemente dependente da informação Poon (1993), poucas são as áreas de atividade onde a geração, reunião, processamento, aplicação e comunicação da informação é tão importante para as operações diárias como é para o turismo.

Sabe-se que os dados registados gerados por toda esta atividade são armazenados e podem ser uma importante fonte de dados para o conhecimento e gestão da atividade turística.


Neste post você iremos responder as seguintes questões:

O que é inteligência Turística?

O que é Big Data?

Quais são os 6V´s do Big Data e em como eles se relacionam com a gestão?

Por que trabalhar Inteligência Turística com base em Big Data?

Existem ferramentas disponíveis no mercado?



O que é Inteligência Turística?

Muito se ouve em Big data e a sua relação com o turismo, e a sua capacidade única de gerar Inteligência Turística. Mas afinal, o que é Inteligência Turística?

A Inteligência Turística refere-se à incorporação da análise de dados globais e atualizados ao processo de tomada de decisão no setor turístico.

Em outras palavras, reduza a incerteza por meio do uso de informações obtidas na análise e cruzamento de diversas fontes, com a informação mais atualizada possível.


Apesar de vermos no mercado muitas soluções de “inteligência turística” que utilizam-se de estatísticas, pesquisas primárias e dados de fonte oficial, a realidade é que só é possível alcançar a Inteligência Turística com a aplicação do conhecimento na análise de Big Data.

A seguinte pirâmide ilustra o processo de transformação dos dados para alcançar a Inteligência Turística.

Os dados por si só não valem nada se não formos capazes de estruturá-los, agregá-los, analisá-los e cruzá-los para obter informações.


Uma vez obtida essa informação, ela é enriquecida e complementada outras fontes de dados, informações sobre o meio, o destino, as particularidades daquela realidade de forma a utilizar as informações a nosso favor potencializando as forças e reduzindo as fragilidades e com isso geramos conhecimento.


Mas não atingiremos a meta de Inteligência Turística até que ativemos esse conhecimento com decisões concretas. Portanto, é preciso colocá-lo em prática e aplicar efetivamente o conhecimento adquirido à realidade, testar e voltar a coletar informações para mensurar o desempenho, esta etapa é a chamada sabedoria, em que os dados, informações e conhecimento extrapolam o campo das ideias e são utilizados na prática.


Agora que já dominamos os conceitos de Inteligência Turística, vamos coloca-lo em prática? Você já compreendeu que para obtermos a inteligência turística precisamos de apoiarnos em dados completos e atualizados do setor, ou seja, de Big Data!


Compreendendo o Big Data

Os recentes avanços na tecnologia e na análise de Big data trouxeram abordagens de pesquisa inovadoras, fontes de dados não convencionais e quantidades maciças de informações, oferecendo novas oportunidades para pesquisas, sobretudo no turismo.


As primeiras definições de big data surgem em 2001 com o Laney apontar que o big data se refere a um conjunto de dados que seria inviável ser tratado e analisado pelos meios tradicionais, sendo necessário o uso de máquinas e tecnologia para processá-lo. Seu conceito vem sido aprimorado por diversos autores de acordo com as suas abordagens aplicações. Os acadêmicos têm contribuído para este debate explorando a natureza dos dados, os métodos, as ferramentas de análise, e as possibilidades de aplicação.


É consensual na literatura de que o Big Data está baseado nos 6 Vs: Volume, Velocidade, Variedade, Veracidade, Variabilidade e Valor. Os três primeiros Vs estão mais focados na perspectiva tecnológica do Big Data, enquanto os três últimos estão mais concentrados sobre implicações gerenciais e estratégias de exploração dos dados para as organizações.

Assim, segundo Iorio et al (2019) os 6 Vs significam:



6 vs big data

Volume refere-se à quantidade de dados gerados e coletados e às variáveis ​​observadas;

Velocidade é atribuída ao tempo rápido da análise das informações coletadas se comparado com a pesquisa tradicional;

Variedade trata-se dos diferentes tipos de dados que podem ser estruturados ou não estruturados e tem como fontes texto, fotos, áudio, vídeo, dados de navegação, etc.;



6 vs big data

Veracidade refere-se à qualidade, confiabilidade e utilidade do big data, sendo necessárias técnicas específicas para que os dados sejam tratados e traduzam esta veracidade;

Variabilidade aponta para os diferentes níveis dos dados disponíveis, é a oscilação dos níveis dos dados colhidos e trabalhados;

E o ultimo “V” atribuído recentemente identificar o Valor que o big data pode oferecer as organizações.


O Big Data interessa a todos os setores produtivos e não há uma empresa ou setor que possa ser excluído de seu potencial como fator estratégico. Sua adoção pode produzir mudanças radicais nas escolhas diárias de indivíduos e organizações, e seu impacto na sociedade pode ser transformador e em alguns casos, pertubardor.

Apesar de abranger a todos os setores, o Big Data torna-se especialmente relevante para as empresas intensivas em conhecimento, como é o caso do turismo.


O big data modificou a pesquisa tradicional de turismo com base nos dados tradicionais.

Uma vez que no turismo os viajantes deixam suas pegadas digitais em todo o processo de viagem (antes, durante e depois), especialmente na forma de compartilhamentos nas redes sociais.


Comparado aos dados tradicionais, o big data é muito mais informativo e complexo da estrutura, apresentando diferentes características dos dados, concentrando-se em várias questões e exigindo diferentes técnicas analíticas.


Entretanto, interpretar os dados não estruturados e adquirir insights relevantes é um grande desafio para o setor de turismo e para os gestores. O big data pode ser uma fonte muito útil de informações para o setor de turismo, mas ele precisa combinar estatísticas e tecnologia modernas para transformar os dados em conhecimento.



Por que trabalhar Inteligência Turística com base em Big Data?


Porque Inteligência Turística

Sendo o turismo um setor multidisciplinar, com características e especificidades complexas, trata-se de um setor fortemente dependente de informação. Poucas são as áreas onde a geração, reunião, processamento, aplicação e utilização da informação é tão importante para o dia a dia da atividade, como no turismo.


Como já mencionado, nos últimos anos têm-se assistido a uma revolução tecnológica, sendo a Internet um elemento central desse movimento. Sendo que o consumidor de turismo cada vez mais informado, independente, em busca de viagens mais flexíveis, e possui grandes capacidades tecnológicas; e considerando que as empresas e os destinos turísticos estão cada vez mais presentes online, então os dados registados e armazenados, diariamente, de milhões de internautas podem ser uma importante fonte de dados para o conhecimento do potencial consumidor em turismo.


A grande quantidade, diversidade e velocidade de dados processados na Internet, também designados de Big Data, tem elevado a curiosidade dos investigadores e de profissionais de diversas áreas, para seu estudo, aplicação e utilização. No turismo, Xiang, Schwartz, Gerdes, & Uysal (2015) alegam que a análise de toda a informação gerada e contida online poderiam desenvolver novos conhecimentos e, inclusive, reformular o entendimento da atividade económica e apoiar a tomada de decisão.


O big data permite uma melhor compreensão da demanda turística, do comportamento do turista, da satisfação com relação ao destino, dos desejos, dos hábitos de compra, dos gastos, e muitos outros fatores.

Li, Pan, Law, & Huang (2017), argumentam, que a análise do big data poderia fornecer dados mais que suficientes para melhor análise e compreensão do Turismo, sem o viés e as dificuldades que a aplicação de inquéritos, seleção de amostras, imparcialidade do entrevistador, custo de pesquisa, e muitos outros fatores que este processo representa, auxiliando tanto a academia, como o mercado a entender melhor o comportamento do turista.


O big data tem um grande potencial para regulamentação do setor. Com a ajuda do big data, os departamentos governamentais podem adquirir e usar informações relevantes que permitam entender com mais precisão as necessidades das entidades do mercado e melhorar a pertinência e a eficácia dos serviços e a sua gestão.


Se por um lado, o uso eficiente da moderna tecnologia da informação, extração de dados sociais e serviços de informações digitalizadas podem fortalecer a supervisão social e desempenhar o papel positivo do público no acompanhamento do comportamento do mercado e, por outro lado, pode reduzir os custos de supervisão administrativa.


Os dados do big data permitem não só melhorar o desempenho da atividade e o gerenciamento, mas também para analisar o comportamento do consumidor em busca de estratégias de marketing, prever tendências e produzir estatísticas mais rápidas e detalhadas.


Então, de forma reduzida listamos os 5 principais benefícios da implementação de Inteligência Turística com base em Big Data:




Ferramentas disponíveis no Mercado

Antes de propormos a nossa plataforma de gestão com base em dados fizemos um longo, extenso e exaustivo estudo de mercado para conhecer as soluções disponíveis com o intuito de fazer parcerias e aprimorarmos o que já existem, e enorme foi a nossa surpresa ao identificar que no Brasil não há empresas que trabalham com Big Data para o turismo.


Identificamos várias empresas que se posicionam no mercado enquanto ferramentas de inteligência turística, entretanto o que elas se propõe a fazer é estruturar dados oficiais e primário, sem extrapolar esta barreira e utilizar-se do Big Data.


Foi neste contexto que começamos a trabalhar na UP Intelligence, um dos produtos com a marca UP, que encontra-se numa fase inicial e já está disponível para o mercado.

Para que este projeto fosse viável nos aproximamos de várias startups que trabalham com a extração, estruturação e análise de dados, tanto brasileiras como estrangeira, e incorporamos na equipe um braço tecnológico que nos permitiu elabora uma solução completa.


UP Intelligence

Visando suprir esta necessidade, inovar e oferecer um sistema de inteligência turística completo e assertivo a UP Soluções trabalha no desenvolvimento do UP Intelligence, um sistema de Inteligência Turística com base em Big Data.


Quais dados trabalhamos?


Atualmente, existe um imenso oceano de dados que podem ser usados ​​para identificar e prever as tendências do turismo.

Na UP Intelligence trabalhamos em um sistema modular em que pode ser contratada a plataforma completa ou somente o módulo que desejado, sendo que para cada módulo são utilizados dados de diferentes fontes de Big Data e a Plataforma também contempla um dashboard de fontes oficiais e primárias que complementa as análises e permite o cruzamento de informações.


Atualmente dispomos dos seguintes tipos de dados turísticos:

- Dados de conectividade aérea: oferta aérea, preços, pesquisas, reservas de voos e valores consolidados de passageiros transportados.

- Dados de comportamento turístico em redes sociais: interações espontâneas em redes e blogs desde 2018 que nos mostram tendências nas percepções e interesses dos turistas.

- Dados de disponibilidade de hospedagem: hotéis, aluguéis de temporada, preços e comentários.

- Dados de gastos: despesas turísticas por meio de cartões de crédito e débito, visa e mastercard.

- Dados de busca e interesse pelo destino.


A composição de análises confrontando as diversas fontes nos oferece um conhecimento sem precedentes sobre a dinâmica do turismo. Possibilitando o planejamento e monitoramento da atividade turística de forma completa, e ainda, a tomada de decisões e investimentos de forma assertiva, o que se torna um retorno direto do investimento.


É realmente incrível o que o big data pode fazer por você, pela sua empresa ou pelo seu destino. Nós da UP Soluções acreditamos neste poder e transformação e estamos disponíveis para apoiá-los neste processo de transição e inclusão de soluções tecnológicas para a gestão do turismo!


Agende já um horário com nossos especialistas, conheça melhor nossa solução e saiba como implementá-la no seu destino, uma coisa podemos garantir, custa menos do que você imagina!



Referências Bibliográficas

Iorio, C., Pandolfo, G., D’Ambrosio, A., Siciliano, R. Mining big data in tourism (2019) Quality and Quantity. DOI: 10.1007/s11135-019-00927-0

Laney, D (2001). 3D data management: Controlling data volume, velocity, and variety. Disponível em: http://blogs.gartner.com/doug-laney/files/2012/01/ad949-3DData-Management-Controlling-Data-Volume-Velocity-and-Variety.pdf. Acessado em 24/06/2020

Xin Li, Bing Pan, Rob Law, Xiankai Huang, Forecasting tourism demand with composite search index, Tourism Management, Volume 59, 2017, Pages 57-66, https://doi.org/10.1016/j.tourman.2016.07.005.

Poon, A. (1993). Tourism Technology and Competitive Strategies. Oxford: CAB International.

Xiang, Z., Schwartz, Z., Gerdes, J., Uysal, M. (2014). What can big data and text analytics tell us about hotel guest experience and satisfaction?. International Journal of Hospitality Management. 44. 120-130. 10.1016/j.ijhm.2014.10.013.

UNWTO. (2015). UNWTO Tourism Highlights, 2015 Edition. Madrid: United Nations World Tourism Organization. bit.ly/1RtFdN9.

79 visualizações0 comentário

Posts recentes

Ver tudo